Mostra “20 Anos de Takashi Miike”, de 17/08 a 28/08

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Começa hoje na cidade de São Paulo a mostra “20 Anos de Takashi Miike”, no Centro Cultural Banco do Brasil, com a exibição de 20 obras do cineasta.

Oportunidade perfeita para quem deseja ver ou rever os filmes deste excelente diretor em cópias de 35mm (com exceção do média metragem IMPRINT, que será exibido em Beta Digital), a preços módicos.

Acessem o site da mostra e vejam a programação, não percam esta oportunidade de conferir os delírios visuais de Miike com a melhor imagem possível! Veja o site da mostra AQUI.

OBS: Dia 27 de Agosto ocorrerá a pré-estréia nacional do mais novo filme do cineasta, ICHIMEI, com exibição em 3D no Cinemark do Shopping Metrô Santa Cruz (somente esta sessão terá cobrança de ingresso convencional com a tabela de preços do local). Após a sessão, ocorrerá uma vídeo conferência via Skype com Miike.

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CROWS ZERO (Takashi miike – 2007)

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Mais uma resenha do Batata:

CROWS ZERO é baseado no mangá Crows, escrito por Hiroshi Takahashi, mas na verdade o filme é um prequel da história.

A trama se passa na Escola Suzuran, onde estudam apenas rapazes arruaceiros e briguentos, que querem dominar a escola através dos punhos. O aluno com mais chances de chegar ao topo da liderança é Tamao Serizawa (Takayuki Yamada), do terceiro ano; mas eis que aparece um aluno transferido chamado Takiya Genji (Shun Oguri), disposto a superar Serizawa e dominar Suzuran. Genji acaba tendo a ajuda de um yakuza chamado Ken Katagiri (Kyosuke Yabe), que fica impressionado com suas habilidades e tem alguns problemas com Serizawa. Esse por sua vez, tem como maior aliado Tokio Tatsukawa (Kenta Kiritani), que era amigo de infância de Genji.

A própria escola acaba por se tornar um personagem da trama, e nela encontram-se várias subdivisões, cada uma com seu líder próprio, e Genji e Serizawa trabalham para recrutar esses pequenos grupos para que se tornem cada vez mais fortes para a luta final. Destaque para Hideto Bandou (Hiroshi Watanabe), do segundo ano, que lidera uma gangue de motociclistas; para o persistente Takashi Makise (Tsutomu Takahashi) e para o misterioso Rindaman.

O filme é cheio de lutas a todo o momento, mas não são lutas ao estilo filmes de Kung Fu: na verdade elas parecem mais brigas de rua bem coreografadas. O que pode faltar em técnica, sobra em brutalidade e hematomas nos personagens. Apesar disso, Genji tem que aprender novos métodos para recrutar alunos além da força bruta, ele tem que aprender a merecer lealdade. Cabe dizer que boa parte da vontade de Genji comandar Suzuran vem do fato de ele ser filho de um chefe da Yakuza.

Apesar da brutalidade, nota-se que Takashi Miike produziu um filme para adolescentes, sendo assim, tem aquele toque de romance chato e aquela música melosa obrigatória que faz você pensar “por que transformar o filme em um videoclipe?”. O clima anime e mangá também está presente a todo o momento, desde a caracterização e movimentos dos personagens, até aquela velha história daquele que apanha mas não desiste nunca. Pra vocês terem uma idéia, o filme tem até uma abertura, como se fosse um seriado!

Apesar de jovens, os atores são bastante experientes. Entre outros, Shun Oguri interpretou o personagem Akira em SUKIYAKI WESTERN DJANGO, Nachi em AZUMI, Ginkaku em AZUMI 2 e Kazuya em ALMAS REENCARNADAS. Takayuki Yamada interpreta Shinrouko em 13 ASSASSINS, também de Takashi Miike, e está na versão Live Action do mangá e anime Gantz.

O filme ainda rendeu uma continuação, CROWS ZERO II, com o mesmo elenco, também de Takashi Miike. Existe o anime Crows One, uma série spin-off chamada Worst, e também rumores de um possível CROWS ZERO III, que não deve ser difícil, considerando que o segundo filme ficou várias semanas nos Top 10 de mais vistos no Japão. Se por acaso o terceiro filme vier a ser feito, provavelmente o elenco não será mantido, já que os alunos se formaram em Suzuran no segundo filme.

Escrito por Renato Ramos Batarce.

JESUS CHRIST VAMPIRE HUNTER (Lee Demarbre – 2001)

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Para amenizar um pouco o clima das produções comentadas aqui no blog, nada melhor do que um ótimo filme trash cheio de idéias insanas, humor anárquico, porrada e vampiros.  Com a palavra, Batata:

Existem certas produções que nos deixam surpresos com até onde a imaginação e a ousadia humana podem chegar. Muitas vezes nos decepcionamos com idéias originais mal executadas, ou filmes pretensiosos que acham que podem se tornar cult apenas por serem bizarros. Felizmente não é o que acontece aqui.

JESUS CHRIST VAMPIRE HUNTER é daqueles filmes que funcionam tão bem numa tarde solitária, quanto numa noite com os amigos. É diversão certa pra quem não se importar com as (muitas vezes inspiradas) piadas religiosas, e preferir rir com elas. Um crítico da Variety observou que “o filme é muito bobo para ser ofensivo”.

A história é um delicioso absurdo. Aparentemente Jesus sempre esteve entre nós, morando em uma praia. Quando as lésbicas do mundo começam a desaparecer, alguns padres que conhecem seu segredo (entre eles um punk) resolvem pedir sua ajuda. Fica claro que as moças estão sendo vítimas de um grupo de vampiros, mas Jesus está pronto pra briga, utilizando suas habilidades em artes marciais, em criar estacas de madeira (afinal ele era carpinteiro), e inclusive sua onipresença.

E não para por aí. Para ficar mais com a cara do mundo atual, ele resolve aderir a uma imagem mais moderna (sem barba ou cabelo). Durante sua saga, ele vai enfrentar a descrença com dança e música, vai se confrontar com os ateus, receber conselhos dos seus pais (nas formas mais inusitadas), vai comer no Hooters, entre muitas outras bizarrices.

O filme é empolgante, engraçado, e Jesus se mostra um herói bastante carismático. A própria produção barata provoca risos, sem que isso a ridicularize a ponto de desmerecê-la. Não é um superfilmão épico nem nada, mas cenas e frases acabam grudando na memória (“se eu não voltar em 5 minutos, chame o Papa”).

Filme canadense de 2001, até hoje ele é o maior sucesso da Odessa Filmworks, uma pequena produtora de Ottawa, fundada por Lee Demarbre, o diretor do filme. Apesar disso, o grande símbolo da produtora é o personagem Harry Knuckles, com 04 filmes na produtora entre curtas e longas. O personagem é interpretado por Phil Caracas, o mesmo que encarna Jesus no filme.

Mas o filho de Deus não está sozinho no longa. Ele recebe ajuda da garota Mary Magnum (Maria Moulton), e do lutador mexicano El Santo.

Peraí, El Santo voltou dos mortos?

Na verdade, trata-se do ator Jeff Moffet, que assim como o ator turco Yavuz Selekman em 3 DEV ADAM (filme turco de 1973, onde El Santo e Capitão América enfrentam o criminoso Homem-Aranha), faz uma versão não autorizada do luchador como homenagem.

Pra quem não conhece, El Santo foi um lutador mexicano mascarado, que se tornou ícone. Além de lutador, já teve sua série de histórias em quadrinhos, atuou em 52 filmes, e em toda a sua carreira só mostrou seu rosto uma única vez na TV mexicana após sua aposentadoria. Seu nome era Rodolfo Guzmán Huerta, e faleceu em 1984 aos 66 anos. Um de seus filhos, Jorge Guzmán Rodríguez seguiu os passos do pai, utilizando o nome El Hijo del Santo. Em 2004, o Cartoon Network latino realizou uma série de 05 animações curtas em homenagem a El Santo.

Essa não foi a única vez que Jeff Moffet encarnou esse personagem. O El Santo canadense também pode ser encontrado nos filmes HARRY KNUCKLES AND THE TREASURE OF THE AZTEC MUMMY (1999), e HARRY KNUCKLES AND THE PEARL NECKLACE (2004), ambos, claro, da Odessa Filmworks.

Enfim, assistam ao filme com a mente aberta, e terão uma grande diversão. Sim, os efeitos são toscos, as atuações são ás vezes risíveis, ás vezes canastronas, e ás vezes até mesmo inexpressivas, mas na verdade, a própria tosquice contribui para o triunfo do filme. Estou certo de que há a possibilidade de que muitos não concordem com isso, e detestem o filme, mas oras bolas, isso acontece com praticamente todas as obras existentes (nem Jesus conseguiu agradar a todos, hahaha).

Por incrível que pareça, se pesquisarmos iremos encontrar produções muito mais bizarras que utilizam a figura de Jesus. Essa o transformou em um herói, um herói moderno, e se repararem, com idéias bem modernas sobre o cristianismo. Assistam, talvez esse filme faça com que você cresça espiritualmente, e sua alma pare de se atormentar com dúvidas como “haverá limonada o suficiente?”

Escrito por Renato Batarce.

O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA (Jimmy Wang Yu – 1975)

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O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é um daqueles filmes que só vendo para crer. Saído da mente do outrora astro chinês Jimmy Wang Yu (diretor, produtor, ator e roteirista de várias pérolas da pancadaria), este filme é um clássico das produções picaretas de Kung Fu que se alastravam na Ásia em meados da década de 70.

Wang Yu já fazia sucesso em sua terra natal desde 1967, quando estrelou THE ONE-ARMED SWORDSMAN, clássico do gênero Wuxia (filmes que narram as aventuras de lutadores e personagens míticos da história da China, assemelhando-se aos romances de cavalaria ocidentais) produzido pelo Shaw Brothers Studios. Muitos atribuem a ele o primeiro boom dos filmes de luta sem armas na China, com o filme THE CHINESE BOXER de 1970, também conhecido como HAMMER OF THE GODS, e muito pouco tempo depois um certo rapaz chamado Bruce Lee iria revolucionar e solidificar o gênero dentro e fora da China, tornando-o uma verdadeira epidemia mundo afora.

Na verdade, O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é uma sequência direta do filme ONE ARMED BOXER de 1973, também dirigido e estrelado por Wang Yu. No primeiro filme, o protagonista Liu Ti Lung faz parte de uma escola de artes marciais que entra em conflito com uma escola rival. Os inimigos, na impossibilidade de ganharem em uma competição justa, armam uma emboscada, contratando vários assassinos de aluguel, promovendo assim um massacre em que todos da escola de Liu Ti Lung são mortos, restando apenas ele como sobrevivente, que acaba perdendo um braço. Após um treino árduo, o agora “lutador de um braço só” inicia sua sangrenta vingança contra o clã inimigo.

Este é o ponto de partida desta sequência. Dois lutadores que foram derrotados no filme anterior (que estranhamente se disfarçavam de monges tibetanos) eram, na verdade, discípulos de um velho mestre de Kung Fu, Fung Sheng Wu Chi, que havia sido contratado pelo Imperador Yung Cheng para encontrar e matar rebeldes avessos à nova Dinastia Manchu Ching, utilizando-se de uma nova e poderosa arma, a Guilhotina Voadora. Essa engenhoca é digna de uma explicação mais detalhada: basicamente consiste em uma espécie de leque circular, algo como a armação de um pequeno guarda-chuva revestido por um tecido e uma rede, presos a uma corrente, com inúmeras lâminas no interior. Ao ser lançada, soa como o disparo de uma arma de fogo, e a armação envolve a cabeça do oponente, que tem a mesma decepada no momento em que a corrente é puxada de volta. Loucura pouca é bobagem…

Ao receber a notícia da morte de seus discípulos através de um pombo-correio, o velho mestre, que é cego, decide vingá-los lançando mão desta insólita arma. Após destruir a casa onde vivia disfarçado nas montanhas, Fung Sheng Wu Chi parte em peregrinação à procura de Liu Ti Lung, trajando uma espalhafatosa vestimenta vermelha e amarela, com uma enorme suástica estampada em seu peito (?).

Liu Ti Lung agora possuí uma escola de artes marciais famosa, e seu nome se tornou bem conhecido no país. Ele recebe a notícia de que haverá um torneio de lutas promovido por uma grande escola, e mesmo não tendo intenção de participar, é convencido por seus alunos a comparecer e levá-los para o evento, para que possam conhecer novos mestres e novos estilos de luta.

A partir daí a bizarrice rola solta, o torneio é uma sucessão de lutas toscamente coreografadas com personagens absurdamente caricatos e hilários, quase uma versão pré-histórica da franquia de jogos Street Fighter (por falar em Street Fighter, um dos personagens do filme, um indiano chamado Yoga Tro La Seng, serviu claramente de inspiração para o personagem Dhalsim, tendo inclusive o poder de esticar seus braços como o personagem do jogo).

Yoga Tro La Seng

É exatamente isso que mais gosto nos filmes de artes marciais chineses: se alguém sabe lutar Kung Fu, então não há motivos para que essa pessoa não possa sair por aí voando, flutuando, escalando paredes, sumindo em meio às sombras, tenha superforça ou até mesmo que libere energia pela palma das mãos quando luta. Neste caso, a cegueira do Mestre da Guilhotina Voadora não o impede de caçar Liu Ti Lung, matando todo e qualquer maneta em seu caminho (acreditem, existem ao menos dois outros lutadores sem um dos braços neste filme).

Mas não se enganem pelo roteiro mirabolante… Ao contrário do que parece, esse filme passa longe de ser ruim. A pancadaria só aumenta, e alguns dos competidores do torneio resolvem ajudar Fung Sheng Wu Chi a matar Liu Ti Lung, que reconhecendo não ter chance contra o velho mestre e sua poderosa arma, cria uma estratégia para derrotar seus perseguidores. Vale a pena conferir o desfecho história, e como é de praxe em bons filmes de Kung Fu, a batalha final é longuíssima: algo em torno de 10 minutos ininterruptos de ação!

Clássico absoluto, O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é lembrado por muitos como um dos melhores e mais emblemáticos filmes de Kung Fu da década de 70, e já foi apontado por gente do calibre de Quentin Tarantino como um dos 20 melhores filmes dentro do cinema exploitation.

Fung Sheng Wu Chi

 

VERSUS (Ryuhei Kitamura – 2000)

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Inaugurando a participação dos colaboradores no blog, estou postando a resenha do insano e descontrolado filme VERSUS, de Ryuhei Kitamura, feita por meu grande amigo Renato Batarce, outro aficionado por cinema absurdo e extremo em geral.  Este filme (lançado no Brasil como O PORTAL DA RESSUREIÇÃO pela Europa Filmes) é responsável por grande parte da fama do diretor fora do Japão, e para quem gosta de armas e pancadaria sem limites, fica a dica!

Sinopse

Há 666 portais que conectam este mundo com o outro lado. Eles estão escondidos dentro dos seres humanos. Em algum lugar no Japão existe o portal de número 444. Quem o atravessar voltará da morte. Um grupo de homens se encontra na Floresta da Ressurreição para resgatar um perigoso prisioneiro que acaba de fugir da cadeia. Ele já matou mais de 40 pessoas. Inicia-se uma luta muito curiosa. Aqueles que são atingidos fatalmente caem, mas logo voltam ao combate. O Prisioneiro sobrevive ao chumbo grosso das pistolas e terá que duelar com O Homem, que está sedento pelo sangue da Garota, o único líquido capaz de abrir o portal. Será um festival de porradas, golpes de artes marciais fantásticos e de sangue. Apenas um sobreviverá.

Quando assisti a este filme pela primeira vez, minha bagagem de cinema oriental de horror era quase nula, e o que aconteceu foi uma atração imediata, achei ele muito foda. Nunca tinha imaginado zumbis samurais; as lutas são muito bem coreografadas, dá a impressão que querem realmente um acertar a cara do outro; e o nonsense das tretas contra os zumbis eram de tirar o fôlego.

Capa do DVD

Sim, tudo isso ainda é verdade, mas, ao ver o filme pela segunda vez, a animação cai consideravelmente, porque afinal o grande atrativo dele é o nonsense, a sangueira, e algumas situações e diálogos inusitadas e inesperadas. Quando o assistimos de novo, já vimos todas aquelas situações antes, então toda aquela empolgação some um pouco, e sentimos falta de pelo menos um pouco mais de história.

A história… Bom, na verdade não existe uma história, só uma desculpa para o diretor realizar cenas de violência, muito legais por sinal. Arrisco até a dizer, que se o filme for visto sem legendas por alguém que não entende nada de japonês, ele pode ser curtido numa boa.

Existem 666 portais para o inferno… Não existe coisa mais batida do que usar o número 666 para qualquer coisa. O portal em questão no filme é o 444, o que pelo menos no Japão parece ser também uma referência óbvia, já que o número 4 por lá representa a morte.  Então, a falta de cuidado com a história é clara.

Mas quer saber? Não importa, o filme é ótimo de assistir, bem daquelas diversões de assistir, dar risada, e falar, “noooossa, que legal”, junto com uma galera que curta produções despretensiosas. E não passa disso, delírio visual empolgante, um filme para ver, se divertir, mas é uma empolgação que só é totalmente efetiva quando o assistimos pela primeira vez. Tentar arriscar uma trama mais complexa tiraria todo o charme do filme.

Pois o filme tem estilo, um estilo que na verdade é a mistura (muitas vezes beirando ao plágio na cara dura) de muitos outros elementos tanto de cinema quanto de games, para criar personagens cool típicos da era pós-Matrix. Os zumbis muitas vezes aparecem como um simples incômodo, já que os personagens lidam com eles como se estivessem enfrentando uma gangue rival, sem nem ligar muito para o fato que são pessoas mortas saindo da terra diante dos seus olhos.

O protagonista de VERSUS

O personagem principal (Tak Sakaguchi) tenta ser uma espécie de clone do Neo de MATRIX, é o cara superfodão que pode arrebentar todo mundo. A mocinha tá lá, mas praticamente só porque o roteiro obriga, ela não faz falta nenhuma. O grande vilão da história é um espírito que busca vingança, mas pra falar a verdade, os personagens coadjuvantes (bandidos, policiais, e etc.) são os que melhor funcionam no filme. Um dos bandidos em especial, por ser cheio de trejeitos e comportamento claramente narcisista, rouba todas as cenas em que aparece. Muitas pessoas podem torcer o nariz para sua atuação exagerada, mas na minha opinião caiu muito bem no contexto do filme.

Vale ressaltar que, nenhum dos personagens tem nome no filme, mas não é por nenhum motivo artístico como, por exemplo, os personagens dos livros do José Saramago, e sim porque isso não faria diferença nenhuma. Apenas o ator principal é que é chamado algumas vezes de prisioneiro KSC2-303.

Os zumbis têm algumas particularidades interessantes, desde o começo, onde eram zumbis samurais, até o resto do filme, todos eles conseguem usar armas, sejam espadas ou revólveres, o que neste filme, de certa forma contribui para que as lutas sejam mais divertidas.

Sim, porque, se o filme for visto sem pretensões, ele se torna uma diversão até, de certa forma, surpreendente, pois é uma história bizarra executada de forma bizarra. Mas numa segunda olhada, quando já conhecemos toda a condução, pode se tornar até de certa forma monótono.

Em 2003 foi lançando ULTIMATE VERSUS, versão estendida do filme com mais 10 minutos de pancadaria.

O diretor Ryuhei Kitamura é conhecido por filmes como ARAGAMI, AZUMI, GODZILLA: FINAL WARS, e em 2008, já contratado pela indústria americana, dirigiu o filme MIDNIGHT MEAT TRAIN (no Brasil, O ÚLTIMO TREM), competente adaptação de um conto de Clive Barker de mesmo nome, encontrado em um dos volumes dos seus Livros de Sangue.

                                                                  Escrito por Renato Batarce.