Mostra “20 Anos de Takashi Miike”, de 17/08 a 28/08

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Começa hoje na cidade de São Paulo a mostra “20 Anos de Takashi Miike”, no Centro Cultural Banco do Brasil, com a exibição de 20 obras do cineasta.

Oportunidade perfeita para quem deseja ver ou rever os filmes deste excelente diretor em cópias de 35mm (com exceção do média metragem IMPRINT, que será exibido em Beta Digital), a preços módicos.

Acessem o site da mostra e vejam a programação, não percam esta oportunidade de conferir os delírios visuais de Miike com a melhor imagem possível! Veja o site da mostra AQUI.

OBS: Dia 27 de Agosto ocorrerá a pré-estréia nacional do mais novo filme do cineasta, ICHIMEI, com exibição em 3D no Cinemark do Shopping Metrô Santa Cruz (somente esta sessão terá cobrança de ingresso convencional com a tabela de preços do local). Após a sessão, ocorrerá uma vídeo conferência via Skype com Miike.

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MEET THE FEEBLES (Peter Jackson – 1989)

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Achei que esse mês seria de férias aqui no blog, mas o Batata insistiu para postar essa resenha feita por ele esses dias. Este filme é da época em que Peter Jackson ainda trabalhava com orçamento baixo, confiram:

Sexo, drogas, gore, nudez, humor negro: são todos ingredientes para mais um belo exemplar do bom e velho cinema exploitation. Mas não contente com isso, em 1989 Peter Jackson (BAD TASTE, BRAIN DEAD, OS ESPÍRITOS, trilogia SENHOR DOS ANÉIS) resolveu juntar esses singelos ingredientes num formato ainda mais bizarro: bonecos.

Sabem os Muppets? Aqueles fantoches criados por Jim Henson que ficaram mais conhecidos no Brasil por sua versão animada Muppet Babies? Então, os bonecos de Peter Jackson são exatamente nesse mesmo estilo, ora apenas fantoches, ora pessoas vestindo grandes fantasias. Agora imaginem versões dos Muppets fazendo tudo que foi citado no início do texto, e você terá MEET THE FEEBLES. Inclusive, aparentemente a idéia original de Jackson era fazer um documentário sobre os bastidores do show dos Muppets, mas após a rejeição, resolveu criar seu próprio projeto que se tornou este filme.

No filme, MEET THE FEEBLES é um espetáculo musical comandado por Bletch (uma grande morsa azul), que é casado com Heidi (uma hipopótamo), a estrela do show. Heidi porém sofre de depressão e não consegue parar de comer. Como resultado, ficou obesa e Bletch começa a traí-la com Samantha (gata), que sonha em ser a estrela do espetáculo. Além disso, Bletch também tem um negócio de tráfico de drogas correndo por fora.

Para se juntar ao show, chega Robert (porco-espinho), que é o típico personagem “certinho”, talvez o único do filme. Ele fica amigo do diretor de cena Arthur (minhoca) e se apaixona por Lucille (cadela).  Logo que Robert chega no teatro, é abordado por uma repórter sensacionalista (mosca), que está sempre á procura de histórias podres, que segundo ela mesma, são muito comuns por lá.

E isso é a mais pura verdade, vejam o caso de outros personagens: o elefante Sid está sofrendo um processo de paternidade aberto por um antigo caso seu, Sandy, a galinha; Harry, o coelho, está sofrendo de uma forte doença decorrente de suas constantes orgias com suas colegas de palco; Trevor, o rato, faz filmes sadomasoquistas no porão do teatro estrelando a vaca Daisy e o tamanduá tarado Denis; o diretor de palco é a raposa Sebastian, que sonha em apresentar novamente seu número, não importa o que a aconteça; o sapo Wyniard é atirador de facas e tornou-se viciado em drogas após lutar no Vietnã . Tudo isso acaba tornando-se uma grande bomba relógio que explode no final avassalador.

Este filme, junto com o anterior BAD TASTE (no Brasil, TRASH – NÁUSEA TOTAL) e o posterior BRAIN DEAD (no Brasil, FOME ANIMAL), são os maiores expoentes do humor negro de baixo orçamento de Peter Jackson. No caso de MEET THE FEEBLES, o filme custou 750 mil dólares, e ainda por cima tomando todas as precauções de segurança, já que o produtor avisa nos créditos que nenhum fantoche foi ferido ou morto após a produção do filme (eu sei, essa piada atualmente já é velha e clichê).  Claro que sempre tem um ou outro macete de economia; se olharem bem, na platéia cheia há apenas alguns bonecos, o resto são papelões recortados com rostos de animais.

Aliás, é possível relacionar estes três filmes através de certas referências de um em outro. Por exemplo, em MEET THE FEEBLES, quando o show começa, é possível notar que na platéia existe uma pessoa usando a máscara do alienígena comedor de carne humana de BAD TASTE; e pouco antes da cena do embalsamento da mãe do protagonista em BRAIN DEAD, do lado de fora da igreja, é possível escutar a música Sodomy, que em FEEBLES é cantada pela raposa Sebastian.

Apesar de muitos dos novos fãs de Peter Jackson não conhecerem muitos de seus trabalhos anteriores, o diretor acabou atiçando a curiosidade de alguns quando recebeu o Oscar de melhor filme por SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI em 2004, quando agradeceu á Academia por não ter lhe concedido o troféu por seu trabalho em BAD TASTE ou MEET THE FEEBLES. Apesar dessa brincadeira, eu continuo achando muito mais carismáticos os marionetes depravados do filme de 89, do que o tão ovacionado gorila digitalizado da sua refilmagem de KING KONG.

Escrito por Renato Batarce.

IZO (Takashi Miike – 2004)

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Para os leitores do blog e fãs de Takashi Miike, segue um texto do Batata sobre um dos mais densos e impressionantes filmes do mestre, o belo e sanguinário IZO:

IZO é uma experiência cinematográfica totalmente surreal e experimental.

O protagonista é baseado no personagem histórico real Okada Izo, um samurai assassino do período do Bakumatsu. Já apareceu em várias outras obras de diferentes mídias, como por exemplo, o assassino Udo Jun-ei do mangá Rurouni Kenshin foi baseado em Okada Izo.

A história do filme começa com a morte de Izo. Ele é crucificado (no primeiro de vários simbolismos religiosos) após anos de assassinato sob as ordens de um senhor feudal. Como toda a vida de Izo foi baseada em morte e violência extrema, seu espírito não consegue entrar nem no inferno, nem tampouco no céu, então começa a vagar e matar quem estiver no seu caminho, perturbando a ordem da existência.

Enquanto Izo prossegue seu caminho de matança, existe um grupo de pessoas que sabe de cada um de seus passos e se preocupa com os danos que o espírito vem causando. Esse grupo é divido entre sacerdotes (Religião), e políticos (Estado). Durante toda a história, as pessoas têm seguido as regras ditadas por essas duas instituições e sido governadas por elas, por isso que, independente da época que Izo se encontra, eles sempre estão sabendo de suas ações, já que o poder deles é atemporal. O filme reflete sobre o poder exercido sobre o indíviduo, como por exemplo, na frase dita por crianças na escola: “nação é um delírio maléfico só existente nas mentes humanas; uma noção imaginária de falsidade que existe apenas para controlar e governar pessoas que instintivamente se aglomeram em bandos.”

Izo é a representação da violência e da marginalização, por isso não segue nenhuma das regras políticas, religiosas ou morais. Sendo assim, não importa se são sacerdotes, polícia, gangues, assassinos, inocentes ou crianças, todos são abatidos sem piedade. Como espírito, Izo é aquilo que se tornou e nada mais, é a representação de tudo que conheceu em suas experiências em vida. Izo é o espírito do caos, contra qualquer tipo de ordem. Seu caminho é nada mais nada menos que violência cíclica e sem fim, mas em determinado momento ele se opõe até mesmo a isso, se negando a aceitar seu carma.

Os atos de crueldade de um indivíduo causam grandes deformações ao espírito, então quanto mais destruição é causada por Izo, mais seu corpo se modifica, até que ele se transforma em uma figura praticamente demoníaca.

Cada cena possui reflexões próprias, com frases existencialistas, filosóficas, políticas e poéticas muito inspiradas, ditas pelos diversos personagens. Além dos adversários, um espírito feminino acompanha Izo em parte de sua jornada, mas quem causa mais impacto é o homem com violão que de repente surge em muitas cenas, cantando poesias belíssimas, cheias de sentimento, metendo a mão no instrumento. Miike valoriza essas performances do músico Kazuki Tomokawa (também conhecido como “O Filósofo Gritante”), reservando para ele momentos algumas vezes bem longos até, para que o mesmo se expresse, aumentando o impacto emocional do filme.

Além do músico, o elenco de Izo ainda conta com o artista plástico Kazuya Nakayama como o personagem título, Kaori Momoi (de SUKIYAKI WESTERN DJANGO), o sensacional Takeshi Kitano (ZATOICHI, BATTLE ROYALE 1 e 2 e JHONNY MNEMONIC, só pra citar alguns), e a participação especial do lutador Bob Sapp (tomando um coro, como sempre).

Takashi Miike produz um filme pesado, de difícil absorção ao grande público devido à sua trama sem linearidade, e matança atrás de matança em seus 128 minutos. O diretor mostra grande habilidade ao conduzir essa trama de forma ágil, mesclando também várias imagens de arquivo sobre violência e guerra durante a história. Como uma trama surreal, o principal não é encontrar sentido, mas deixar-se levar pelos pensamentos e sentimentos que as frases, sons e imagens causam a cada um.

Diz a lenda, que esse projeto surgiu da frustração de Miike perante a baixa aceitação de Gozu por público e crítica. Sendo isso verdade ou não, esse filme é praticamente uma poesia em movimento, e deve ser visto por quem acha que Takashi Miike não passa de um diretor maluco que apenas produz filmes de ultraviolência estilizada (como Robert Rodriguez). Mesmo grandes fãs do diretor podem se surpreender, eu me surpreendi.

Escrito por Renato Batarce.

ZEBRAMAN (Takashi Miike – 2004)

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Vocês se lembram das séries de super-heróis vindas do Japão que passavam na TV alguns anos atrás? Ultraman, Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya e tantos outros… Pois é, quem está perto da casa dos 30 anos com certeza se lembra. Estas séries fizeram a alegria da molecada no final da década de 80 e início da de 90, tendo sido exibidas à exaustão pela extinta TV Manchete, e posteriormente espalhando-se por outras emissoras.  Estes seriados, e uma porção de filmes também, são conhecidos como Tokusatsu, nome criado a partir da junção das duas palavras do termo japonês “tokushu satsuei”, que significa algo como “filmes de efeitos especiais”.

O gênero Tokusatsu é muito popular no Japão, e embora os primórdios deste tipo de produção apontem para os filmes de monstros gigantes (Kaiju Eiga, ou Daikaiju Eiga), como Godzilla, Mothra e Gamera, destinados ao público adulto em geral, hoje em dia o termo é largamente utilizado para se referir apenas às séries de super-heróis exibidas semanalmente no Japão, direcionadas estritamente ao público infantil e infanto-juvenil. Como todo bom gênero cinematográfico ou televisivo, o Tokusatsu possui alguns subgêneros: o de esquadrões de heróis multicoloridos que possuem um robô gigante (Super Sentai), guerreiros com armaduras metálicas (Metal Heroes), heróis gigantes intergalácticos (Kyodai Heroes) e aqueles que “apenas” sofrem algum tipo de mutação ou metamorfose e caem na porrada com os mais diferentes tipos de malfeitores (Henshin Heroes). Este nicho se mostrou muito rentável, e as duas maiores produtoras japonesas deste tipo de seriado, a Toei Company e a Tsuburaya Productions, responsáveis pela criação das franquias Kamen Rider e Ultraman, respectivamente, conseguiram consolidar seus personagens e produtos na cultura pop do país ao longo dos últimos 45 anos, tornando-os verdadeiros ícones da produção audiovisual nipônica.

ZEBRAMAN, realizado por Takashi Miike em 2004, é uma homenagem ao gênero Tokusatsu, e de certa forma, uma bem humorada paródia.

Sho Aikawa (excelente ator, e protagonista de diversos filmes de Miike) é Shinichi Ichikawa, um professor de escola primária que leva uma vida patética: não é respeitado por sua família nem por seus alunos, e como forma de escapar da realidade, vive assistindo séries de tokusatsu na TV. Seu herói preferido é Zebraman, que estrelou uma série que acabou sendo cancelada após 13 episódios, quando Ichikawa era jovem.

Como se não bastasse, o professor possui um estranho hobby: confecciona roupas idênticas ao figurino do herói, e passa horas em seu quarto fantasiado, treinando golpes e reproduzindo falas e trejeitos de seu ídolo. Paralelamente, a polícia japonesa começa a investigar a possível presença de alienígenas na terra, e tem também que se preocupar com uma onda de ataques a mulheres, efetuados por um louco que usa um capacete em formato de caranguejo (?).

Em meio a esse bizarro cenário, um aluno novo é transferido para a escola onde Ichikawa leciona, e após descobrir que o garoto conhece Zebraman através dos relatos de seu falecido pai, um vínculo forte começa a se formar entre os dois. Ichikawa também se aproxima da mãe de Asano, o novo aluno, e começa a sentir uma certa atração por ela.

Cada vez mais absorto em seu mundo imaginário, e contagiado pela empolgação do pequeno Asano que idolatra Zebraman, Ichikawa começa a sair na rua trajando sua fantasia, e é justamente em um desses passeios noturnos que ele se encontra com o maníaco que anda atacando mulheres na cidade. Como todo bom herói, o protagonista impede que mais um crime aconteça, mas um confronto entre os dois é inevitável. E é a partir daí que o filme começa a ficar cada vez melhor.

Ichikawa é um homem franzino, desajeitado e de meia-idade, e quando se vê frente a frente com um criminoso real não consegue esconder de si mesmo o fato de que não deveria estar nas ruas, fantasiado, procurando confusão. Mas para sua própria surpresa, o professor consegue desviar dos ataques do maníaco de forma espetacular, com reflexos sobre humanos e acrobacias incríveis. Ichikawa não só consegue se proteger como também revidar com um violento super golpe. Fica claro que o protagonista acreditou tanto em seus devaneios que os poderes e habilidades de Zebraman passaram a se manifestar em nosso mundo. Caberá a ele agora garantir a segurança dos cidadãos de sua cidade, em meio à crescente onda de violência e aos estanhos acontecimentos relacionados à invasão alienígena.

A produção é muito caprichada, e um fato interessante é que o herói aparece com três diferentes roupas durante o filme: a tosca fantasia feita pelo protagonista, a vestimenta original que o herói trajava na série exibida na TV e uma outra versão, já nos moldes atuais, quando o herói está no auge de sua força. Esta última, muito parecida com uma espécie de armadura, evolui sozinha a partir da versão antiga, numa cena muito interessante.

Para quem gosta de tokusatsu, o filme é diversão garantida. Já havia mencionado aqui que a obra é uma espécie de homenagem de Miike ao gênero, e isso pode ser visto com clareza na cena em que o professor descobre que seu novo aluno conhece Zebraman. Com uma narração em off do garoto, vemos o que seria a sequência de abertura da antiga série do personagem, gravada por Miike nos moldes das produções setentistas, com alguns “defeitos” especiais e uma música tema idêntica às que tocavam nestas produções. O ator escolhido para encarnar Zebraman na série de TV é o veterano Hiroshi Watari, protagonista de Sharivan e Spielvan, duas séries de muito sucesso no Japão, e é considerado por muitos um dos melhores atores de tokusatsu de todos os tempos.

Embora este não seja um trabalho “convencional” de Takashi Miike, muitas de suas características cinematográficas estão presentes: edição ágil, trilha sonora barulhenta, cenas violentas e temática absurda. Um presente para aqueles que assistiram este tipo de série na infância, mas também não deixa de ser um ótimo filme para quem procura por um pouco de ação e humor descompromissados.

Mostra “Satoshi Kon – O Mestre dos Sonhos”, de 25/01 a 30/01

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Satoshi Kon

Em 24 de Agosto de 2010 o mundo perdeu um dos maiores artistas da indústria de animação japonesa contemporânea, Satoshi Kon, vítima de um câncer no pâncreas aos 46 anos de idade. O visionário diretor deixou uma obra pequena em quantidade, mas imensa no que se refere à qualidade, competência e relevância artística.

Tendo dirigido apenas 04 longas e uma série de TV com 13 episódios ao longo dos últimos 12 anos, Satoshi Kon conseguiu atrair a atenção do público e da crítica, ao criar belas histórias que se valiam de tramas muito bem engendradas e inteligentes, tendo predileção por roteiros de apelo fantástico e onírico, contendo críticas à sociedade japonesa atual, com personagens complexos, dotados de fraquezas e defeitos.

Começa a partir de amanhã no Centro Cultural São Paulo a Mostra “Satoshi Kon – O Mestre dos Sonhos”, que conta com a exibição de todos os filmes do diretor e a série Paranoia Agent na íntegra, assim como o média metragem MAGNETIC ROSE, escrito por Satoshi Kon em conjunto com Katsuhiro Otomo (o gênio por trás da obra-prima AKIRA) e ROUJIN Z, no qual ele foi responsável pela animação.

Não percam a oportunidade de prestar homenagem à memória do mestre Satoshi Kon, assistindo na telona obras máximas como PAPRIKA e TOKYO GODFATHERS!

Segue abaixo a relação de filmes e suas sinopses, a programação no site do Centro Cultural São Paulo pode ser vista AQUI. Recado dado!

Mestre Satoshi (1963 - 2010)

 

PERFECT BLUE

(Pafekuto Buru, Japão, 1998, 80min)
direção: Satoshi Kon
Mimi deixou sua carreira de cantora para se tornar atriz, mas seus fervorosos fãs não gostam da mudança. Estressada e em dúvida, ela começa a ter lapsos de memória e, além disso, seus amigos começam a ser assassinados.

Perfect Blue

MILLENIUM ACTRESS

(Sennen Joyu, Japão, 2001, 87min)
direção: Satoshi Kon
Vida e carreira da atriz Chiyoko Fujiwara. O filme revela a partir de flashbacks dos filmes que estrelou o verdadeiro motivo que levou a artista a seguir carreira nos cinemas.

Millenium Actress

TOKYO GODFATHERS

(idem, Japão, 2003, 92min)
direção: Satoshi Kon
As vidas de três mendigos são transformadas para sempre quando eles encontram um bebê abandonado no lixo na véspera de Natal em Tóquio. Com o Ano Novo se aproximando, os três se unem para desvendar o mistério.

 

PAPRIKA

(Papurika, Japão, 2006, 90min)
direção: Satoshi Kon
Num futuro próximo, Dr. Tokita inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o aparelho é roubado.

Paprika

MAGNETIC ROSE

(idem, Japão, 1995, 45min)
direção: Koji Morimoto
Curta-metragem escrito por Satoshi Kon que faz parte do longa-metragem MEMORIES. Na animação, três astronautas vão parar em uma nave abandonada no espaço que contém um mundo inteiro dentro dela, criado pelas memórias de uma mulher.

 

ROUJIN Z

(Rojin Zetto, Japão, 1991, 80min)
direção: Hiroyuki Kitakubo
A população do Japão está envelhecendo rapidamente e o governo propõe uma solução para diminuir os gastos com saúde: uma cama eletrônica que forneça ao paciente o mesmo que uma enfermeira de verdade possa oferecer. O senhor Takazawa é escolhido como cobaia, mas uma enfermeira, ao perceber seu sofrimento, tenta salvá-lo. Escrito por Katsuhiro Otomo. Satoshi Kon foi responsável pela animação.

 

PARANOIA AGENT

(idem, Japão, 2004, 120min)
direção: Satoshi Kon
Série de 13 capítulos, criada pelo diretor Satoshi Kon. Produzido pelo famoso estúdio de animação japonesa MadHouse, a série é centrada num assassino serial e no fenômeno social causado pela agressividade de seus ataques. Casa episódio é centrado em personagens diferentes e em como esses eventos influem em suas vidas.