Decidimos homenagear alguns grandes cineastas aqui no blog, e achamos que a melhor forma de fazer isso é dedicar (quase exclusivamente) um mês inteiro de resenhas para cada um deles.

Pensamos inicialmente em abordar a obra de José Mojica Marins, mas como muitos de seus filmes são raros e difíceis de encontrar, decidimos pesquisar um pouco mais para não ficarmos limitados a falar somente sobre os trabalhos mais vistos do pai do horror nacional.

Portanto, achamos melhor começar o mês de Abril por algum outro nome de nossa lista de diretores preferidos (que inclui gente do calibre de Jess Franco, Alejandro Jodorowsky, Ivan Cardoso, John Waters, Shinya Tsukamoto, Dario Argento e muitos outros…), falando sobre o mais prolífico realizador japonês da atualidade, o controverso Takashi Miike.

TAKASHI MIIKE

Takashi Miike nasceu em 24 de Agosto de 1960 em Yao, no Japão. Aos 18 anos de idade se inscreveu no Institute of Cinema and Television em Yokohama, fundado pelo renomado diretor Shohei Imamura. Mesmo não sendo um aluno assíduo, foi indicado pelo instituto para um trabalho de assistente de produção não remunerado em um estúdio de TV local, e passou a próxima década executando diferentes trabalhos para a televisão, até se tornar assistente de direção em estúdios cinematográficos, tendo trabalhado inclusive com o próprio Shohei Imamura. Com a explosão do chamado V-Cinema (produções lançadas diretamente em vídeo) no início da década de 90, Miike teve sua chance de começar a dirigir seus próprios filmes, contando sempre com orçamento reduzido e trabalhando majoritariamente em filmes de ação, visando retorno financeiro rápido para as novas produtoras que contratavam diretores estreantes. O primeiro de seus filmes a ser exibido em cinemas no Japão foi SHINJUKU TRIAD SOCIETY, de 1995, e o primeiro filme a garantir reconhecimento e exposição internacional ao diretor foi AUDITION, de 1999.

Mais conhecido por abordar temas violentos e explícitos em seu trabalho, Miike por muitas vezes surpreende seus fãs, realizando obras de aventura infantil, filmes voltados para o público infanto-juvenil e até mesmo dramas. Para quem se interessar por sua sempre crescente filmografia, sugiro dar uma olhada na lista de seus mais de 80 filmes AQUI, produzidos ao longo dos últimos 20 anos.

Em tempo: nosso primeiro post foi justamente sobre uma das melhores obras de Miike, o transgressor e experimental VISITOR Q, de 2001.