ENDHIRAN (S. Shankar – 2010)

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Aproximadamente um mês atrás, o Batata, que escreve aqui no blog também, mandou pelo Facebook o link de um vídeo de cenas do filme que está sendo chamado por muitos de INDIAN TERMINATOR. Bom, a primeira coisa que me veio à cabeça foi que um filme trash indiano que se propõe a copiar O EXTERMINADOR DO FUTURO deveria ser no mínimo interessante. Qual não foi minha surpresa ao ver que os efeitos especiais do longa são bem caprichados, e que não se trata de um filme de orçamento baixo, e sim de uma superprodução.

Mas minha alegria durou pouco. Corri para baixar o filme, e depois de assisti-lo, posso dizer que não chega nem perto de ser aquilo que o apelido dado pelos entusiastas da internet promete.

Antes de tratar sobre o enredo do filme, existem alguns detalhes relevantes sobre a produção: até o presente momento, este é o filme mais caro já feito na Índia, contando também com o maior salário já pago a uma atriz indiana, a bela protagonista Aishwarya Rai; algumas cenas de song-and-dance do longa foram filmadas aqui no Brasil, assim como no Peru, Estados Unidos, Goa e até no Vietnã (quem já assistiu a filmes indianos se lembra das famosas pausas para que o elenco cante músicas inteiras entre as cenas, geralmente reunindo dezenas de pessoas em coreografias estranhas e figurinos espalhafatosos); o filme é uma produção de Kollywood, ou seja, foi realizado pelos estúdios do estado de Tamil Nadu e é falado em idioma tamil, diferentemente dos filmes produzidos na gigantesca Bollywood, no estado de Maharashtra, onde é falado o idioma hindi (mais informações sobre a prolífica indústria e pólos cinematográficos indianos podem ser vistas AQUI).

Dito isso, vamos ao filme. O protagonista, o cientista Dr. Vaseegaran, acaba de concluir um projeto que lhe custou muitos anos de trabalho, um robô dotado de inteligência e habilidades extraordinárias, o mais avançado até então (ENDHIRAN significa robô, em tamil). Já nesta cena inicial o espectador é presenteado com as toscas atuações dos dois ajudantes do Dr. Vaseegaran, que parecem ter saído de um filme dos Trapalhões. Os últimos ajustes são feitos no robô, e assim que ele é acionado pela primeira vez, faz uma pequena demonstração de suas impressionantes habilidades motoras: o robô se põe a dançar balé. É nesse ponto que o espectador começa a suspeitar que foi enganado (ao menos neste lado do globo… Na Índia o público deve ter adorado).

O robô é construído com aparência idêntica ao seu criador, e coube ao astro indiano Rajnikanth fazer o papel duplo no longa, tanto como Dr. Vaseegaran quanto Chitti, nome pelo qual o robô passa a ser chamado por todos. A escolha de Rajnikanth como protagonista pode ser analisada de duas formas diferentes: boa estratégia de marketing ou tiro no pé. Digo isso porque Rajnikanth é um astro na Índia, sendo assim uma ótima opção para formar par romântico com Aishwarya Rai, garantindo uma gorda bilheteria para o filme; porém ele não convence as platéias fora de seu país nas cenas de ação, com seu porte nada atlético, pose de canastrão, barriga protuberante e cara de cachaceiro (vamos dar um desconto, pois Rajnikanth tem 61 anos de idade, e já estrelou muitos filmes de ação nas décadas de 70,80 e 90).

Em contrapartida, temos como vilão do filme o ambicioso Dr. Bohra, que tenta a todo custo descobrir quais as propriedades do “Neural Scheme” de Chitti, uma espécie de programa que comanda todas as ações e capacidades cognitivas do super robô. Conseguindo se apossar dos segredos do programa, nada poderá impedi-lo de construir uma legião de robôs igualmente poderosos para serem usados na indústria bélica, conseguindo assim fortuna, poder e influência sem precedentes.

Mas como estamos falando de um filme indiano, não poderia faltar romance na história. Sana, a noiva do Dr. Vaseegaran, é constantemente negligenciada pelo cientista, que vive imerso em sua pesquisa, e quando o mesmo tem a “brilhante” idéia de criar e instalar um chip capaz de emular sentimentos humanos em Chitti, a coisa toda se complica. É óbvio que o robô vai se apaixonar pela carente e frágil personalidade de Sana, e começará a disputar a atenção da moça com seu criador. Daí para frente a trama fica um pouco mais movimentada e interessante, mas sofre com o excesso de clichês e idéias mirabolantes.

Apenas para citar duas façanhas esdrúxulas de Chitti: após aprender sobre o ciclo de reprodução humano, ele acaba fazendo as vezes de parteira em um hospital, quando todas as esperanças de salvar um bebê já haviam desaparecido, com direito a exibição do parto ao vivo em uma rede de TV; em outra ocasião, persegue um pernilongo pela cidade, para obrigá-lo a se desculpar (?) por ter picado Sana, com direito a um inacreditável diálogo entre o robô e o mosquito…

Outra característica marcante dos filmes indianos é a presença de várias cenas de song-and-dance, que funcionam como videoclipes das músicas da trilha sonora do filme. A dinâmica é diferente dos musicais tradicionais, em que os personagens começam a cantar e dançar durante a cena, muitas vezes travando diálogos ou contando histórias. Estas intervenções musicais são feitas entre uma cena e outra, por vezes apresentando os personagens em diferentes locações e trajando outros figurinos, com letras que geralmente expressam as emoções que estão sentindo naquele momento da trama. Como tudo por lá tende a ser exagerado, muitas vezes estas cenas são verdadeiras superproduções, como a que foi gravada em Machu Picchu, presente em ENDHIRAN. Para quem não está acostumado, estas pausas são um balde de água fria no ritmo da história.

E o filme vai se arrastando em meio aos tropeços do roteiro, que não consegue em momento algum seguir uma mesma linha, deixando-o extremamente cansativo e repetitivo. Para se ter uma idéia, as situações vividas pelos personagens são uma mistura indigesta de cenas de ação, comédia pastelão, romance, momentos de tensão e os já citados números musicais. Quando você pensa que o ciclo chegou ao fim, começa tudo outra vez. Ou seja, é difícil aguentar as quase 03 horas do filme sem desistir no meio da jornada.

Mas para àqueles que se dispuserem a enfrentar tamanho suplício, o final do filme é uma grande recompensa. Os últimos 30 minutos do longa são repletos de ação, e tem uma sequência inacreditável de cenas de perseguição e destruição, protagonizadas por um exército de robôs ensandecidos. Vocês entenderão melhor minha empolgação quando assistirem ao vídeo no fim do post, editado com as melhores cenas de ação da produção.

Resumindo: embora eu não tenha gostado de ENDHIRAN, eu não cometeria a injustiça de rotulá-lo como um filme ruim, pois ele possui todas as peculiaridades cinematográficas que seu público alvo admira, e as executa com maestria. Creio que este é apenas um filme feito para um público específico, sem pretensão alguma de se tornar um produto de exportação, ou de ser compreendido fora de seu país. Quem gosta, ótimo. Quem não gosta, que faça seu próprio cinema.

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BLACK DEVIL DOLL (Jonathan Lewis – 2007)

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Como vocês já notaram, o blog passou por um certo período sem atualizações, pois tanto eu quanto o Batata não estávamos com muito tempo para escrever as resenhas. Mas voltamos, e como reparei que tenho escrito muito sobre cinema asiático, hoje é dia de filme norte-americano aqui no Película Raivosa! Aguardem os novos textos do Batata, tenho certeza que serão bem interessantes! Boa leitura e até a próxima atualização!

Um presidiário negro é executado, após ter sido condenado pelo estupro e assassinato de 15 mulheres brancas. No mesmo momento da execução, uma jovem entediada brinca inocentemente com um tabuleiro ouija em sua casa. O espírito maligno do presidiário é atraído pelo tabuleiro e após fazer contato com a moça, incorpora em um de seus bonecos. Será esse mais um blockbuster de terror acéfalo, oriundo da terra do Tio Sam? Mais uma dessas regravações de algum filme de sucesso do fim dos anos 80, que estão tão em moda hoje em dia, onde se altera vários detalhes do roteiro original para mascarar a completa falta de originalidade da turma financiada pelos grandes estúdios de Hollywood? Será então uma nova roupagem para o cultuado BRINQUEDO ASSASSINO, de Tom Holland? Não leitor… Para nossa sorte, o buraco é mais embaixo.

O filme BLACK DEVIL DOLL pode ser considerado uma evolução de outro longa do qual é quase homônimo, o tosco BLACK DEVIL DOLL FROM HELL. Em 1984, o aspirante a cineasta Chester Novell Turner levou às telas (ao vídeo, para ser mais exato) a história de um boneco possuído por uma entidade maligna, que tinha o poder de realizar o desejo mais íntimo da pessoa que o possuísse. Bem, como estamos falando de um filme trash amador da década de 80, não é de se espantar que o desejo da dona do boneco, uma fanática religiosa na casa dos 35 anos, era exatamente ser possuída por um homem.

Não sei qual foi a intenção de Chester Novell Turner ao fazer BLACK DEVIL DOLL FROM HELL, mas a impressão que ficou, ao menos para mim, é de que ele fracassou de forma retumbante. Poucas vezes em minha vida fiz tanta força para assistir um filme na íntegra, e acreditem, estou acostumado a porcarias cinematográficas de todo tipo. Nada funciona neste longa: o boneco demoníaco usa roupa de presidiário e tem trancinhas, ninguém em sã consciência compraria um boneco escroto como esse em uma loja de artigos para magia; a protagonista não pode sequer ser chamada de atriz, tamanha é sua inaptidão em atuar; o ritmo do filme é lento ao extremo, e nem as cenas em que o boneco está fazendo das suas melhoram o andamento desta porcaria; a trilha sonora é horrível, chega a ser torturante de tão alta e dissonante, basicamente um músico ruim mexendo em um teclado ou sintetizador, criando melodias absurdamente simples e fora de compasso, com uns apitos tão altos que chegam a atrapalhar o entendimento dos diálogos; a cenografia e fotografia são bem pobres, até mesmo porque os equipamentos utilizados na produção não foram dos melhores (geralmente utilizado em programas de TV, o videotape tem uma imagem bem fosca e sem contraste, se comparado à películas usadas em produções profissionais).

Mas apesar de tantos pontos negativos, BLACK DEVIL DOLL FROM HELL tem status de filme cult para alguns, e como eu já havia mencionado, serviu de inspiração para que Jonathan Lewis realizasse seu BLACK DEVIL DOLL em 2007. O filme de Jonathan Lewis não é de forma alguma uma obra-prima, mas é infinitamente melhor e mais divertido que seu predecessor.

O filme copia a estética dos sexploitations feitos na década de 70, mas não utiliza efeitos digitais na imagem para emular falhas comuns em películas antigas, como foi feito em PLANETA TERROR de Robert Rodriguez, DEATH PROOF de Quentin Tarantino e mais recentemente nos primeiros minutos de MACHETE, outro filme de Rodriguez. É digna de destaque também a trilha sonora funkeada, muito bem encaixada e executada, completando a atmosfera setentista da produção.

O roteiro é simples e não esconde do espectador a verdadeira intenção do diretor: fazer um filme cômico, anárquico, repleto de sangue e mulheres nuas. Falando no elenco feminino do longa, temos cinco garotas de formas bem avantajadas e com pinta de atrizes pornográficas, trajando pouca ou nenhuma roupa, fingindo que estão atuando. Prato cheio para os onanistas de plantão.

Deixando de lado os pormenores (ou “pormaiores” – assistam ao filme e entendam o porquê deste trocadilho infame), voltemos à trama do filme: após ter incorporado no boneco que estava no sofá da garota que brincava com o tabuleiro ouija, numa cena bizarra em que o boneco muda de cor e ganha um penteado afro e uma boina, ele logo ganha sua confiança e se torna seu namorado (?), para desespero de seu ex, que fica indignado com o novo relacionamento da garota.

A personalidade do boneco é o estereótipo do homem negro presente nos filmes de gênero Blacksploitation: marginal, garanhão, boca-suja e agressor de mulheres. A dublagem do boneco é sensacional, lembra muito a voz e a entonação de Samuel L. Jackson em filmes como PULP FICTION, JACKIE BROWN e SHAFT. Cada frase proferida por ele é permeada por preconceito, sexismo e palavrões. E é exatamente por ser tão caricato que este personagem se torna hilário.

Depois de um breve espaço de tempo aproveitando o novo relacionamento, o boneco exige que sua namorada traga algumas amigas para sua casa, alegando estar entediado de fazer sexo com apenas uma mulher… Ele então arma uma emboscada para elas, pois sente novamente vontade de violentar e matar.

E o filme segue em frente, em meio a strip-teases, diálogos risíveis, muita nudez gratuita, sexo softcore entre as mulheres e o boneco, atuações pobres e violência de todo tipo: facadas, pauladas, eletrocução, estupros e necrofilia. Garantia de diversão para os amantes do cinema trash e extremo.

Quando foi exibido em 2009 no 4º CineFantasy – Festival Curta Fantástico em São Paulo, integrando a mostra não-competitiva de longas do festival, a diversão começou antes mesmo do início da sessão: a diretora da Biblioteca Viriato Corrêa, espaço que estava exibindo o longa, compareceu à fila fora da sala e pediu que todos ali apresentassem o RG para provar que eram maiores de idade. A risadaria foi geral, mas de fato ninguém entrou sem apresentar o documento a ela… Não era para tanto, mas valeu para aumentar a expectativa antes da exibição desta pérola do cinema politicamente incorreto.

Vale a pena dar uma olhada no site que a produtora Lowest Common Denominator fez para o filme, e se vocês não possuem conta no Youtube, só mesmo dessa forma para poderem assistir aos trailers da produção, clicando AQUI.

Enfim, BLACK DEVIL DOLL é indicado para pessoas que não se ofendem com este tipo de humor, para amantes de sexploitation, fãs de cinema trash e claro, para homens safados em geral.

(Edit em 21/02/2011: Como eu disse acima, no Youtube é preciso acessar sua conta e confirmar que tem ao menos 18 anos para ver o trailer do filme, mas pelo jeito ele rola aqui no blog sem frescura…)

O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA (Jimmy Wang Yu – 1975)

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O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é um daqueles filmes que só vendo para crer. Saído da mente do outrora astro chinês Jimmy Wang Yu (diretor, produtor, ator e roteirista de várias pérolas da pancadaria), este filme é um clássico das produções picaretas de Kung Fu que se alastravam na Ásia em meados da década de 70.

Wang Yu já fazia sucesso em sua terra natal desde 1967, quando estrelou THE ONE-ARMED SWORDSMAN, clássico do gênero Wuxia (filmes que narram as aventuras de lutadores e personagens míticos da história da China, assemelhando-se aos romances de cavalaria ocidentais) produzido pelo Shaw Brothers Studios. Muitos atribuem a ele o primeiro boom dos filmes de luta sem armas na China, com o filme THE CHINESE BOXER de 1970, também conhecido como HAMMER OF THE GODS, e muito pouco tempo depois um certo rapaz chamado Bruce Lee iria revolucionar e solidificar o gênero dentro e fora da China, tornando-o uma verdadeira epidemia mundo afora.

Na verdade, O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é uma sequência direta do filme ONE ARMED BOXER de 1973, também dirigido e estrelado por Wang Yu. No primeiro filme, o protagonista Liu Ti Lung faz parte de uma escola de artes marciais que entra em conflito com uma escola rival. Os inimigos, na impossibilidade de ganharem em uma competição justa, armam uma emboscada, contratando vários assassinos de aluguel, promovendo assim um massacre em que todos da escola de Liu Ti Lung são mortos, restando apenas ele como sobrevivente, que acaba perdendo um braço. Após um treino árduo, o agora “lutador de um braço só” inicia sua sangrenta vingança contra o clã inimigo.

Este é o ponto de partida desta sequência. Dois lutadores que foram derrotados no filme anterior (que estranhamente se disfarçavam de monges tibetanos) eram, na verdade, discípulos de um velho mestre de Kung Fu, Fung Sheng Wu Chi, que havia sido contratado pelo Imperador Yung Cheng para encontrar e matar rebeldes avessos à nova Dinastia Manchu Ching, utilizando-se de uma nova e poderosa arma, a Guilhotina Voadora. Essa engenhoca é digna de uma explicação mais detalhada: basicamente consiste em uma espécie de leque circular, algo como a armação de um pequeno guarda-chuva revestido por um tecido e uma rede, presos a uma corrente, com inúmeras lâminas no interior. Ao ser lançada, soa como o disparo de uma arma de fogo, e a armação envolve a cabeça do oponente, que tem a mesma decepada no momento em que a corrente é puxada de volta. Loucura pouca é bobagem…

Ao receber a notícia da morte de seus discípulos através de um pombo-correio, o velho mestre, que é cego, decide vingá-los lançando mão desta insólita arma. Após destruir a casa onde vivia disfarçado nas montanhas, Fung Sheng Wu Chi parte em peregrinação à procura de Liu Ti Lung, trajando uma espalhafatosa vestimenta vermelha e amarela, com uma enorme suástica estampada em seu peito (?).

Liu Ti Lung agora possuí uma escola de artes marciais famosa, e seu nome se tornou bem conhecido no país. Ele recebe a notícia de que haverá um torneio de lutas promovido por uma grande escola, e mesmo não tendo intenção de participar, é convencido por seus alunos a comparecer e levá-los para o evento, para que possam conhecer novos mestres e novos estilos de luta.

A partir daí a bizarrice rola solta, o torneio é uma sucessão de lutas toscamente coreografadas com personagens absurdamente caricatos e hilários, quase uma versão pré-histórica da franquia de jogos Street Fighter (por falar em Street Fighter, um dos personagens do filme, um indiano chamado Yoga Tro La Seng, serviu claramente de inspiração para o personagem Dhalsim, tendo inclusive o poder de esticar seus braços como o personagem do jogo).

Yoga Tro La Seng

É exatamente isso que mais gosto nos filmes de artes marciais chineses: se alguém sabe lutar Kung Fu, então não há motivos para que essa pessoa não possa sair por aí voando, flutuando, escalando paredes, sumindo em meio às sombras, tenha superforça ou até mesmo que libere energia pela palma das mãos quando luta. Neste caso, a cegueira do Mestre da Guilhotina Voadora não o impede de caçar Liu Ti Lung, matando todo e qualquer maneta em seu caminho (acreditem, existem ao menos dois outros lutadores sem um dos braços neste filme).

Mas não se enganem pelo roteiro mirabolante… Ao contrário do que parece, esse filme passa longe de ser ruim. A pancadaria só aumenta, e alguns dos competidores do torneio resolvem ajudar Fung Sheng Wu Chi a matar Liu Ti Lung, que reconhecendo não ter chance contra o velho mestre e sua poderosa arma, cria uma estratégia para derrotar seus perseguidores. Vale a pena conferir o desfecho história, e como é de praxe em bons filmes de Kung Fu, a batalha final é longuíssima: algo em torno de 10 minutos ininterruptos de ação!

Clássico absoluto, O MESTRE DA GUILHOTINA VOADORA é lembrado por muitos como um dos melhores e mais emblemáticos filmes de Kung Fu da década de 70, e já foi apontado por gente do calibre de Quentin Tarantino como um dos 20 melhores filmes dentro do cinema exploitation.

Fung Sheng Wu Chi